::: Danou-se, ela se rendeu :::

"Tem coisas que a gente resolve e não abrimos mão de nossas resoluções, não importa o que aconteça". Eu... já não tenho mais tanta certeza.

Ela havia resolvido não se envolver com ninguém, não acreditar, não procurar nada e nem ninguém...droga, a gente suspira.

O problema é que não procurou, ele surgiu do nada! E meio que se instalou em nossas dependências sem nem pedir licença e é capaz de responder a isso tudo com um “nem ligo”. Agora o que me resta são os papos com as amigas e tentar lembrar que todo começo é delicado. Não existem certezas mas existe uma certa turbulenta paz.

Ele, assim, não fazia parte do plano dela, em tempos de Facebook, o negócio era curtir. Não fez perguntas e hoje, Deus sabe, como ela queria as respostas. Não foi com sede ao pote mas nunca deixei, no fundo, ser completamente indiferente; afinal, não sei ser por mais que a vida tente me ensinar. 

Recomeçar de necessário passou a estranho, de inspirador passou a apavorar. Não sei em qual momento exato ela, acho, perdeu o controle, perdeu as rédeas, perdeu o rumo e me deixou falar mais alto.

E no fundo tudo o que ela quer é continuar mantendo a pose de má e segura enquanto tudo o que consigo é ser desastrada e desengonçada, ou seja, eu. Por isso as patadas, a dancinha esquisita e a coçada do nariz. Eu estou ganhando dela; que estranho.

O "triste" é que de repente todo mundo começa a querer  (e de uma certa forma até permitindo) que ele a descubra, a conheça, a reinvente. Ele responde que foi a coçada no nariz que o conquistou; só pode ser sacanagem, a gente pensa. Peguei uma parte de mim implorando em silêncio enquanto se perde no sorriso dele: não brinque com a gente.

É a Aline que a vida tornou fria demais, Felícia de menos, independente (de um jeito que não quero mais precisar ser) com medo de me arriscar, de me doar e... me ferrar! Mas não adianta mais, as Alines todas decidiram... É hora de pagar para ver (mesmo que estejamos todas duras igual pau de tarado!)

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