A impressão que tenho é que ele me deixa andar na frente e achar que estou livre e “sozinha”, mas amarra uma cordinha imaginária pra saber onde eu estava indo; acompanha meus passos enquanto me deixa ir e quando nem espero me puxa pra perto ou “pior”, diz, mesmo que em outras palavras, que sentiu minha falta.
Foi ai que uma parte de mim pulou de alegria; afinal, sem joguinhos... Quem não quer recomeçar, tentar de novo e acreditar que desta vez vai?!? Em alguns momentos nos surge uma ponta de crença (e o desejo toma conta de todas as partes) de que este seja o jeito dele dizer e/ou mostrar que se preocupa, que não está indiferente. Na outra ponta surge o medo que, surpreendentemente, me paralisa.
Tudo coisa do início, do começo, do recomeço, eu acho. Essa coisa de não saber lidar, de não achar que tem a certeza do que o outro espera, gosta, quer... De me pegar sendo tantas, mais do que de costume já sou. De, inevitavelmente, comparar para que não seja igual.
Talvez eu deva começar do início e perguntar se ele quer fazer companhia ou mesmo de procurar saber se ele quer saber certos “detalhes” que o outro não só não fazia questão de como nunca quis saber ou se importou. Às vezes queria o êxito sem trabalhar por ele, a carência, a frustação e o medo me fazem querer que isso tudo fosse mais vontade dele do que minha.
Uma parte de mim diz que não quero me envolver pra Deus e o mundo, me esquiva de pessoas querendo conhecê-lo, me recolhe na esperança que na minha ausência ele sinta minha falta, e mesmo tão aparentemente fragilizada encontro em outra parte a força e a coragem para quando alguém acha algo sobre o que EU (que sou várias) vivo preferir a certeza, preferir continuar firme no que acho que pode dar certo.
E de repente nada responde mais às nossas dúvidas do que uma certa certeza que dá quando de ele me agarra, me abraça e diz "tava com saudades", assim, com todas as letras. Silêncio, paz que se contradiz com o vulcão que acorda lá dentro, acho, não consegui disfarçar (como ela queria que eu conseguisse) e ele completa "não parece, né?" e adotando uma frase minha, diz "é meu jeito torto".
Pronto, eu me rendo.
Pronto, eu me rendo.
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