::: Sono pra quê te quero :::

Eu, a Tv, o rádio e o notebook... Hoje, no castelo, somos só nós.  Lá fora, a lua, o vento frio, pessoas indo e vindo, a bebida, a alegria, a gritaria... No fundo, aqui, em mim, é o mesmo vento frio, na barriga, a gritaria no coração. Mais uma vez bate o medo; este merda deve estar querendo virar meu amigo! Nunca se aproximou tanto, nunca esteve tão perto e se fez tão presente.

Será que tô ficando velha? Raciocinando demais, conhecendo muitas possibilidades e consequencias? A ideia não é saber lidar melhor com as emoções conforme os anos vão passando? Talvez, então, eu esteja é regredindo. Não adianta mais ir pro shopping e fazer do meu cartão de crédito um leitão à pururuca (torrado!), não adianta mais encher a cara e muito menos comer uma barra de chocolate. O que tá acontecendo comigo?

Quero logo que venha o amanhã, que eu o viva, que essa ansiedade acabe... e eu que usava uma noite de sono para chegar mais rápido ao amanhã, hoje, sofro de insônia. E esse medo A-C-A-B-E. Que tanto medo é esse? Ah... deixemos pra lá, eu não uso mais diário (piada interna) e é hora de fritar na cama.

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