::: Coisas da vida :::

Primeira manhã de volta às aulas. Na cadeira da frente alguém com voz que não era estranha. Dúvida tirada, se aproxima e apresenta a dela:
- Você é FULANO, do Jornal dos Sports?
- Pô, sou eu sim. Você é a SICRANA, da Ideallize?
Risadas à tona e papo vai, papo vem, muitas coincidências e amigos em comum. Fim de aula.

Quatro, cinco meses se passam...

"SICRANA, partiu Salgueiro?"
A pergunta ecoou em sua cabeça, ela, meio cá, meio lá no que ela não sabia se era ou não era um casamento, um namoro ou uma amizade colorida, sem pensar muito (depois de 30 minutos) responde:
- Hum... sei não; vou ver com o BT. (amigo de ambos com quem ela trabalhava pela manhã e ele à tarde)

Dias se passam, sábado 18h ela entra no MSN... lá uma amiga chora as pitangas da vida, ela chora as dela e ambas resolvem chorar juntas... bebendo, óbvio. No meio do caminho, ela lembra da programação sugerida, pergunta se a amiga topa, ela diz que sim...
- BT, me leva! Eu vou.
- SICRANA, tem certeza? Cara, olha sua situação com o Xerife, pensa bem, não faz nada assim, de cabeça quente.
- BT, não tô perguntando sua opinião, eu vou e vou com uma amiga. FULANO vai?
- Estaremos lá na porta.

Elas chegam, os encontram... Algo a diz que ela não deveria estar ali, mas, pede uma caipirinha pra relaxar... o samba comendo solto, risadas, danças esquisitas...

FULANO beija a amiga da SICRANA.

Assim iniciava-se mais um novo conto de fadas.
Em menos de uma semana a amiga da SICRANA estava pisando nas nuvens, feliz da vida, o FULANO era uma maravilha... fodedor que ele só.

Meses depois partiram, SICRANA e Xerife, FULANO e amiga da SICRANA. Destino: Arraial do Cabo. SICRANA tentava uma repaginada no casamento e encarava a viagem como uma lua de mel. O máximo que fez foi passar 2 madrugadas ouvindo sua amiga gemendo e Xerife roncando. Que viagem! A pobre ainda tinha que ouvir a amiga contar as maravilhas do início do namoro...

Coisa de anos depois, namorada de BT apresenta pra SICRANA o verdadeiro FULANO. Ela, recém separada, toma coragem e chama a amiga.
- Blá, blá, blá, blá, blá...
A amiga entra em choque, chora, se joga no chão, pede água, grita, fica em pânico, fuma, bebe... S-U-R-T-A.

Óbvio, SICRANA sai como a amargurada que quer F-O-D-E-R o relacionamento alheio. Chateada, vê a amiga escolher por FULANO. Vida que segue.

Meses depois, papo vai, papo vem, no portão da casa da amiga, SICRANA, enche o peito, toma coragem e pergunta:
- E FULANO?
A amiga conta maravilhas, diz que tudo serviu para aproximá-los ainda mais, porque desde então ele estava a reconquistando todos os dias. Que bom, SICRANA pensa.

DIAS (sim, eu disse DIAS) se passam.
A amiga liga chorando as pitangas, FULANO disse que SICRANA estava certa esse tempo todo, entre outras coisas mais cabeludas, íntimas, absurdas e desnecessariamente necessárias.

SICRANA odeia ter estado certa esse tempo todo.

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