Morde os lábios, fecha os olhos e suspira. Basta. Gira o pescoço de um lado para o outro, em forma de círculos e não para de pensar na noite anterior. Não se pensa no que deixou de fazer ou no que se quis. Ela só pensa no que foi e fez.

Pensa no que sempre sente desde com ele. Pensa no que ele a desperta, no carinho do abraço, da força do olhar, na mão dele na cintura dela, na cara que ele faz quando também está gostando, nos beijos. Em cinco segundos pensa mais que muitos em um dia todo. Revê a última transa como um filme em cenas meio borradas na cabeça. Sente a mão dele em sua nuca e ao mesmo tempo que desliza subindo por sua cabeça ele envolve seus fios de cabelo e no momento e com a precisão certa, os puxa.

Ela queria poder largar tudo e ir correndo ao encontro dele, já pronta, molhada, prestes aos sussurros, suspiros e o gozo. Queria o sexo mais selvagem e o amor mais puro.

Um detalhe, porém, a trava...

ela não sabe onde ele está.

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