Tão diferentes... e tão parecidos.

A vida, ou eu, não sei, não me deu muita chance de conhecer melhor. E mesmo assim, não precisei de mais para gostar.
Existe um abismo entre nós e no entanto em alguns momentos confundo quem é quem de tão igual.
A vida, ou eu, não sei, não me deu muita chance de falar, de ouvir. E mesmo assim, não precisei de mais para entender.
Existe um abismo entre nós e no entanto em alguns momentos eu faria exatamente tudo como foi.
A vida, ou eu, não sei, não deu muita chance de perdoar. E nem precisou.

Perdoei no gesto de carinho,
Perdoei no olhar preocupado,
Perdoei no abraço pedindo desculpa,
Perdoei na despedida e na ordem para que eu fosse devagar.

A vida, ou eu, não sei, não deu muita chance para ser presente.
Assim como ele me faltou... eu também o faltei.
E, por um motivo qualquer, que eu não quero pensar muito, num olhar tudo ficou resolvido.

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