Algumas pessoas, sabe, são como pizza.
Sim, dessas que a gente pede pra serem entregues em casa por um desconhecido qualquer, porque chegou morto, teve um dia punk e não aguenta pensar em lavar meia dúzia de folha de alface e grelhar um bife.
É, dessas que a gente come sem cerimônia, vendo um programa qualquer, bebendo uma bebida qualquer; sem música, sem prato, a gente come no guardanapo mesmo pra não ter que lavar a louça depois.
Para tapar um buraco qualquer e poder dormir de barriga cheia em paz, sem ter que degustar muito, sem o menor trabalho.
Algumas outras pessoas, ainda que outras, são também como pizza.
Dessas que a gente come em rodízio, rodeado de amigos, sem se aprofundar em papo algum, apenas rindo. São um turbilhão de sabor - e calorias.
Sim, dessas noites de pura diversão, sabe, que matam a fome mas não alimentam; cheias de catchup, mostarda, maionese e azeite e no final você não lembra do cheiro e do gosto de nada.
É, dessas que você come e mesmo ainda empanturrada -e feliz pelo seu desempenho em comer trocentos pedaços- se arrepende e se pergunta por quê comeu tanto.
Poucas são de massa fina, de sabor na medida, que quando chega ao prato já te alimenta.
Raridade essa que não é para tapar buraco mas que é o que você realmente quer.
Poucas são aquelas que você olha, encara, degusta e sente de verdade seu paladar, que quando você come fora tá quente ou ainda chega quente na sua casa e muito bem embrulhada, como se fosse um presente e não só uma pizza... talvez, esta, não seja mesmo apenas uma pizza.
Rara essa que faz com que nenhuma outra seja tão boa, querida e desejada.
Única, a que você tempos depois ainda lembra do sabor e, quando fecha os olhos e suspira, (d)o cheiro.
Sim, dessas que a gente pede pra serem entregues em casa por um desconhecido qualquer, porque chegou morto, teve um dia punk e não aguenta pensar em lavar meia dúzia de folha de alface e grelhar um bife.
É, dessas que a gente come sem cerimônia, vendo um programa qualquer, bebendo uma bebida qualquer; sem música, sem prato, a gente come no guardanapo mesmo pra não ter que lavar a louça depois.
Para tapar um buraco qualquer e poder dormir de barriga cheia em paz, sem ter que degustar muito, sem o menor trabalho.
Algumas outras pessoas, ainda que outras, são também como pizza.
Dessas que a gente come em rodízio, rodeado de amigos, sem se aprofundar em papo algum, apenas rindo. São um turbilhão de sabor - e calorias.
Sim, dessas noites de pura diversão, sabe, que matam a fome mas não alimentam; cheias de catchup, mostarda, maionese e azeite e no final você não lembra do cheiro e do gosto de nada.
É, dessas que você come e mesmo ainda empanturrada -e feliz pelo seu desempenho em comer trocentos pedaços- se arrepende e se pergunta por quê comeu tanto.
Poucas são de massa fina, de sabor na medida, que quando chega ao prato já te alimenta.
Raridade essa que não é para tapar buraco mas que é o que você realmente quer.
Poucas são aquelas que você olha, encara, degusta e sente de verdade seu paladar, que quando você come fora tá quente ou ainda chega quente na sua casa e muito bem embrulhada, como se fosse um presente e não só uma pizza... talvez, esta, não seja mesmo apenas uma pizza.
Rara essa que faz com que nenhuma outra seja tão boa, querida e desejada.
Única, a que você tempos depois ainda lembra do sabor e, quando fecha os olhos e suspira, (d)o cheiro.
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