O dilema de ser dragão ou engolir sapo

A verdade é que cansei, meu bem, de querer tanto quem me quer tão pouco. Sim, porque sejamos práticos e daremos fim às xurumelas, se quisesse estava comigo. A vida é assim. Quem quer, quer. Não não quer, pare de me enrolar!

O que adianta ser tudo e ser nada? Que budega de papo é esse? Prefiro mesmo ser nada, então! Para ser tudo, que eu seja tudo. Que eu tenha tudo. Chega de migalhas e metades. Chega de não saber que papel eu interpreto e me virar nos 30 para ser amiga, amante, mãe, irmã, namorada, ficante. O pior papel que me permiti foi o de "sou tudo e nada", "sou tudo o que você quiser", "sou qualquer coisa que você quiser que eu seja".

Acontece que eu não quero mais ser qualquer coisa. Ou sou sua, sua mulher pra então ser sua amiga, mãe, irmã, amante, namorada, ficante, parceira; ou não sou merda nenhuma! Pronto! Chega de mimimi.

E pra não receber a mesma resposta pela milésima vez, depois ter que pensar num jeito novo e ridículo de fazer a mesma pergunta esperando ouvir uma resposta diferente, chega de perguntar. Cansei de você que quer tudo e todas e não quer nada, nem ninguém!

É patético demais eu ficar tentando me enganar, é preciso aposentar o nariz de palhaça e só fazer questão de quem faz questão de mim. Afinal, em alguns momentos da vida a gente percebe que ou a gente cospe fogo ou a gente engole sapo eternamente.

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