O silêncio que quer falar

Sou do time das pessoas do olho-no-olho. Do me perguntou, eu respondi. Do senti, demonstrei. Do doeu, chorei. Mas a verdade é que eu também aprendi a ponderar. Foi preciso para sobreviver. Viver mesmo eu acho que só com reciprocidade do que acredito que seja certo - e talvez nem seja.

A verdade? Se você me perguntar, é que quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero crescer e, ainda assim, continuar criança levada.

E o grito mais alto que já dei na vida foi ficar nesse agonizante silêncio e nessa inércia. Afinal, o coração nem sempre é lúcido. A gente tenta correr, tenta fugir... mas quando tem que ser e sentir, não adianta, nada disso adianta.

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