Um mês depois

Acho incrível como cada pessoa desenvolve certa capacidade de fazer merda. Eu, por exemplo, tenho o dom para escolher caras errados. Sempre tenho opções e escolho o errado, é dom, só pode. Segundo minha mãe o dom está evoluindo positivamente mas eu continuo achando que são todos a mesma titica no final das contas. Sim, porque paremos pra pensar. Todos no final das contas cagam no pau, ou seja, sambam na minha cabeça de uma forma ou de outra.

Mas vai, eu sou a menininha das histórias e não quero assumir meus erros. Aqui, cabe apenas culpá-los. Culpá-lo.

O infeliz passa um mês, sim, um mês sem me ver. Eu que sou o "tudo e nada", a "pessoa especial", a "mais que amiga". Pergunto, por quê? "Não sabia se podia". Como é, cara pálida? Não sabia se podia? Ah cara, é para marcar psiquiatra urgente, só pode! Pra ele, óbvio! Eu não combino com essas coisas. Meu caso é pra clínica de reabilitação mesmo, camisa de força total já - mas branco engorda, tenho pavor!

Inicia-se a miléssima DR do casal que não é mais casal, até que de repente o que estava claro e só a ba-ba-ca aqui não via, a certeza da verdade veio à tona. O motivo do infeliz não mover um músculo para um encontro, revelado. Depois de "quem dera"(ter dormido comigo), e trocentos sms mandando beijos e mil outras coisas, algo como "não te desejo"ou um "não te vejo como mulher"ou quem sabe um "não te quero".

Fiz a Maysa e cantei "Meu mundo caiu", me perguntei que mer-da era aquela que estava acontecendo. Como assim a pessoa enrola a outra por meses num tormento sem tamanho sem gostar, eu me perguntei.

Ainda me pergunto o que é pior nessa história toda. A verdade descoberta ou a pessoa passar ao meu lado na night dias depois e mesmo eu sendo a tal "mais que amiga", ignorar completamente minha presença.

Pois é. Fim. Um mês depois. Nem oi. Nem tchau.

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