::: Amor covarde :::

 Eles se amam. Ele do jeito dele, ela de um jeito mais óbvio e ainda assim, torto. Todo mundo sabe mas ninguém acredita.

Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha.

Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um...
para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, se contenta com olhares; ele... ele, ele, eu sei lá o que quer!

Todas os dias vão passando, um pensa noutro; em alguns momentos, ela pensa nele antes de dormir, alguns dias é ele quem sente falta do cheiro dela no travesseiro na hora de dormir. Volta e meia é ele o primeiro pensamento dela. Ainda bem que tem os dias em que ela faz ele, e não pensa tanto assim.

Enfim, assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que com os outros.

Enquanto isso, o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro que vive berrando e se calando. Afinal, é como diria Tati, Caio ou alguém assim... "mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz".

Eu fico aqui, me perguntando o que fazer da história desses dois. Nunca mais se viram e mesmo assim todo dia, dia-sim-dia-não se falam, brigam, se declaram. Nunca mais se tocaram e todo dia, em algum momento do dia, suspiram pelo abraço um do outro.

Querendo eles ou não, nunca mais serão os mesmos.

Sorte dela que os dias passam rápido demais, e quero eu acreditar que para ele, dificil porque o sentimento fica; assim a história fica mais bonita, mais doce, leve.

E vai ficando e permanece dentro deles. É lindo isso! E eu quero acreditar nisso, que quê tem?!

Todos os dias, aaah, todos os dias, eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro.

E tudo o que eu quero, quer saber?

É que no momento certo não importe o passado de nenhum dos dois, apenas o presente e eles se reencontrem e que nada, nada, seja por acaso mais importante que um futuro a ser construído.


Por ALINE AZ.
* Quer copiar, copia; mas vê se não rouba!

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