Não é tristeza, é só saudade. Do que sequer fomos.

Mais um dia olhando o mar, os pés frios na areia, olhar distante e perdido. É fim de tarde. Sol se põe e a brisa ainda é gostosa; dentro de mim um tormento. Um vendaval de emoções.

Não é bem uma tristeza, nem uma angústia; é só saudade. Bateu muita saudade. Saudade do que sequer pudemos ser. Ou que talvez nem mesmo sejamos. Mas é isso que eu sinto. Saudade. Saudade do seu abraço gostoso, do seu sorriso bonito e do que você me fazia ser. Acho que mesmo quando dava tudo errado, eu era melhor ao seu lado.

As ondas batem, meu coração aperta e na minha cabeça divisões de sentimentos. Tudo o que eu sei é que não passamos de vai e não volta, de indecisão de uma certeza, da negação de uma vontade. Nosso sentimento, seja ele, afinal, o que for não é o suficiente para nos unir. Precisamos de algo que ainda não temos, e talvez nunca venhamos a ter.

Acho mesmo é que preciso ser minha antes de ser sua, e você precisa ser seu antes de ser meu. O problema é que nesse meio tempo, de não é o momento certo apesar de sermos as pessoas certas no momento errado um do outro, talvez a gente se perca.

Você preferiu ser da menina que mora na rua atrás da sua casa, e eu sou do cara que conheci em uma balada qualquer da vida. Hora somos tão diferentes, hora tão completos quando estamos um ao lado do outro. Poderíamos ser tão felizes, poderíamos ser tão amor… Mas somos apenas distantes.

Quem sabe um dia isso tudo passa, a menina morra e o carinha viaje para bem longe e tudo o que a gente tenha é um ao outro; talvez o que a gente precisa é isso... não ter opção para enxergar que somos a melhor escolha um do outro. 

E aí nesse dia tudo o que a vida precisa fazer é nos fazer nos conhecer de novo, um amigo nos apresentar de novo, nossos olhares se apaixonarem de novo e sermos o que não fomos pela primeira vez de novo. 


Por ALINE AZ.
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