Não é uma questão de idade não... É uma questão de vivência. Experiências que só a vida, sei lá eu o pq, te fazem passar.
Um dia eu também já prezei por coisas e destratei pessoas em função dos meus achismos, certezas na época. Com o tempo percebi que o que muitas vezes se passava comigo em um mês levava um ano para outras pessoas viverem. Não me pergunte o motivo. Merecimento, conquista, permissão, azar ou sorte?!? Não sei dizer. Só sei que cada um passa pelo o que tem que passar e nada é realmente em vão.
Já valorizei tanta coisa que hoje não faz o menor sentido, muito menos me faz sentir. Já ri de tanta coisa que hoje não vejo a menor graça. Já amei por conveniência, sobrevivência, por convivência e loucura mesmo. Já perdi amigos no pior sentido da coisa, vi gente minha partir desse mundo e foi aí que eu aprendi a valorizar a vida, o presente, os momentos; foi aí que comecei a entender a importância do hoje, afinal, é clichê mas como todos a mais pura verdade, ele pode nem chegar.
Eu não pulo todos os dias saltitante da cama, não me amo 24 horas por dia, não acordo miando, a vida nem sempre é um mar de rosas, mas a gente aprende a se aceitar. Não precisa se acomodar e deixar como está, mas se aceitar é aceitar seu ritmo, sua própria textura.  

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