Adaptado

Sempre fui de me doar. Ouvia, ajudava, consolava, me importava. E não foram poucas as vezes que, mesmo em segredo, eu deixava de pensar na minha vida pra ajudar os outros. Nunca foi uma questão de esperar ganhar medalhas, prêmios ou troféus. Se eu fiz e faço, é de coração, mas, perdão, eu sou humana; eu cometo erros e eu tenho sentimentos.

O mínimo que a gente espera é que se não vão ajudar, que também não atrapalhem. Infelizmente eu esperava gratidão, ao menos. Mas, eu aprendi que ela nem sempre aparece. Ser grato não é fácil. É simples, mas não é fácil. Nem todos têm permissão e merecimento de entender certas coisas.

Aprendi a respeitar o tempo. E que às vezes as pessoas acham que o que a gente faz é pouco. Julgam nossas reações sem olhar para suas próprias ações.

Acabei descobrindo que é melhor eu cuidar mais da minha vida. Existem problemas alheios que não vou conseguir resolver simplesmente pois não sou eu quem devo resovê-los. As pessoas precisam ter espírito de busca. Precisam despertar para conquistar méritos e entender que lamúria só gera mais lamúria.

Ajudarei apenas a quem quer ser ajudado.

Não quero morrer santo, quero morrer feliz.

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