1 ano.
Feliz "aniversário".
Feliz comemoração dele.
Feliz encontro, ter te encontrado.
1 ano.
Alguns encontros em alguns bares (o melhor continua sendo o nosso, o chopp (ou o ice tea) sempre gelado, o pastel de camarão sempre perfeito e o melhor... ir a pé, abraçados, de mãos dadas, rindo pra casa)
 Não sei se isso é verdade, mas se for, preciso ver de perto.

A gente se cumprimentou com um beijo no rosto e um abraço – sem, nem sequer imaginar, que aquele seria o primeiro de tantos.
E a gente falou sobre a vida. Falamos muito, como falamos hoje, com a diferença que naquele momento ainda éramos estranhos. A afinidade, aquela coisa invisível e difícil de explicar, tomava forma. Você ainda era um estranho, mas, algumas horas e alguns copos de cerveja depois, eu, de alguma forma, sabia que já estávamos enredados, e que seria impossível recuar. Reparava nas suas mãos grandes, nas suas ideias grandes.
O fato é que, as horas se passaram e o buteco de esquina, que seria somente um local de espera, se tornou o cenário principal desse encontro. Caio já dizia que num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra. Eu, de alguma forma difícil de explicar, te reconheci. No primeiro segundo, do primeiro minuto. Você sugeriu que levantássemos e que fossemos para o destino inicial. Eu achei estranho, porque já era fim de noite e o papo estava tão aconchegante ali naquele buteco em uma esquina qualquer. Só depois entendi suas más-intenções.
E a gente se levantou. E nossas mãos, pela primeira vez, se agarraram uma a outra. Mal sabiam elas, que aquele toque seria familiar por muito tempo. Enquanto eu falava mais uma besteira, daquelas de fim de noite, você me puxa e eu, como um estilingue, vou parar no meio dos seus braços e a gente se beija, aquele primeiro beijo de tantos que – felizmente – viriam na sequência. Acho que, de alguma forma, o cosmos comemorava – Isso, garota, você fez tudo certinho. E, de repente, mais ninguém parecia caminhar pela rua, enquanto eu tinha certeza que meu coração, a partir daquele dia, estava ocupado. Você me olha nos olhos, afasta meu cabelo do rosto e solta um: Não consegui resistir. E eu, dando início àquele que seria nosso segundo beijo, só conseguia pensar: Resistir, para quê?

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