::: SOS :::

Não sei se estamos preparados para o amor... para amar.

Não sei se estamos prontos para alegrar quando queremos chorar, entender quando queremos ser compreendidos, fazer quando queremos que façam, falar quando queremos ouvir ou tudo isso ao contrário.

Tenho uma angustiante certeza que o amor e amar vale a pena mesmo que embora essa realidade pareça me dar tanto trabalho e tão longe da realidade.

Talvez eu msm seja culpada de, por outro lado, duvidar... e quem sabe, você também não seja?

Duvido porque permiti tanta inércia quando queria atitudes, duvido porque permiti a festa quando queria a solidão; quem sabe antes de pronta para o amor, para amar, eu precise me preparar para respeitar não só os meus, mas também os teus, e os deles?

O fato é que praticamos quase nada dos lindos emails que trocamos, o fato é que duvidamos do amor e amar alheio, acreditamos em fórmulas certas quando tudo o que fazemos é repetir padrão atrás de padrão como se fossemos todos certificados com algum selo de ISO.

Sejamos sinceros, o que de fato estamos fazendo não só para que alguém nos ame como somos mas para amar como alguém é?
Será que você já reparou no quanto você quer ser valorizado, no quanto você gostaria de ter reconhecimento?
Eu te pergunto, o quê e quem você valoriza e reconhece?

Às vezes esperamos demais dos outros quando eles não podem esperar nada de nós...
Às vezes colocamos tudo nos outros e esquecemos do tanto que poderíamos ter e ser...
Às vezes achamos demais e temos certezas de menos.

Acontece também de nos supervalorizar e querer, por isso, o reconhecimento total de tudo e todos quando, em nosso egoísmo, não reconhecemos e valorizamos quem nos faz ser quem somos.

Pedimos SOS em coro, desesperados por amor e amar... como num grande naufrágio estivéssemos todos ao mar, nos sentindo à deriva de forças que nem sempre controlamos (nós e nossa mania de tudo controlar!) e sem dar tempo ao silêncio, com medo de ouvi-lo esquecemos que se o amor é um sentimento e os sentimentos precisam ser trabalhados, plantados e colhidos, o amar é a ação, o verbo.

Não se temo mais a nossa inércia em fazer o amor virar amar ou a dúvida que carrego, no quê e em quem estamos amando e investindo nosso amor.

Joguemos, então, um ao outro uma bóia para nos salvar de onde fomos parar para não só nos permitir mas para sabermos que o sentimento é quem conjuga o verbo.

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